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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: E. cactorum

Nome Científico

Eupsittula cactorum
(Kuhl, 1820)

Nome em Inglês

Cactus Parakeet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Periquito-da-caatinga

O periquito-da-caatinga (Eupsittula cactorum) é uma ave da ordem dos Psittaciformes, família dos Psittacidae.

Também é muito conhecido no Nordeste pelos nomes de periquitinha, curiquinha, jandaia, gangarra, griguilim, guinquirra, papagainho, periquitão, guinguirra e grengueu.

Por ser uma ave sociável e inteligente (capaz de emitir palavras e aprender truques) tornou-se muito procurada como animal de estimação, e, portanto, vítima do tráfico ilegal (estas aves podem ficar muito mansas, e não é raro ver um periquito vivendo “em liberdade” na casa do dono, como membro da família por assim dizer). Os periquitos filhotes são retirados dos seus ninhos antes de poderem voar, por volta do mês de março e depois vendidos de forma ilegal em feiras ou em outros locais, como por exemplo, casas de traficantes de animais e através de grupos nas redes sociais. O comércio ilegal ainda não chegou numa situação crítica para a ave, não afetando diretamente sua proliferação, apesar disso, é recomendável combater este tipo de ato que é considerado crime, antes que ocasione em risco a espécie. Outro fator que torna essa espécie vitima da ação humana é a sua invasão as propriedades rurais para se alimentar das plantações de milho verde. Por causa desse hábito, a ave é muito perseguida por caçadores, sendo abatidas sob o pretexto de que elas são “danosas” às plantação de milho.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) eu = bom; e do (latim) psitta = periquito, papagaio; e do (latim) cactorum = cactos, planta espinhosa das regiões áridas. ⇒ Periquito bom que gosta de cactus.

Características

Mede 25 centímetros de comprimento e pesacerca de 120 gramas. Tem a cabeça e corpo verde-acastanhada, dorso verde-oliva, asas verdes com as pontas azuis, peito alaranjado, bico marrom e barriga amarela.

Subespécies

Possui duas subespécies reconhecidas:

ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2015); Piacentini et al. (2015).

Fotos das subespécies de (Eupsittula cactorum)
(Ssp. caixana) (Ssp. cactorum)

Alimentação

Alimenta-se de frutas, flores, brotos e sementes. Gosta de frutas, bagos e principalmente de umbu (fruto do umbuzeiro, uma árvore típica do sertão nordestino), e também da fruta de oiticica e carnaúba, uma palmeira típica do sertão, também a fruta do trapiá (Crateva tapia), além dos frutos da palma-quipá (Tacinga inamoena) e do Mandacaru (Cereus jamacaru). A alimentação preferida dessa espécie, no entanto, é o milho verde das plantações rurais. Com um bico apropriado, essa ave rasga a palha da espiga do milho ainda no caule, e come parcialmente os grãos do milho verde. Esse é seu alimento preferido para criar sua prole. Da mesma forma que os papagaios, não é recomendável dar sementes de girassol, por causa do alto teor de gordura. Não é recomendável dar todo e qualquer tipo de alimento industrializado para consumo humano (como pães, cafés, biscoitos). Esses alimentos reduzem a vida do animal, pois afetam os rins e o estômago da ave. Para melhores recomendações é melhor consultar um veterinário.

Reprodução

O ninho é construído em cupinzeiros arborícolas ativos. A ave escava um túnel de acesso na base do cupinzeiro, de baixo para cima, tendo diâmetro compatível com o seu tamanho; essa entrada é bem discreta e muito difícil de se perceber, contribuindo para a segurança do ninho. Já no interior do cupinzeiro escava a câmara de postura, que é bem espaçosa, tendo, em média, 25 cm de diâmetro. Esta cavidade é forrada com madeira triturada, raspada das paredes, o que facilita a secagem do fundo, que pode ficar molhado e úmido por suas fezes, que são um pouco líquidas. Bota 9 ovos, que incuba por 25 a 26 dias. Os cupins permanecem no cupinzeiro, embora fechem todos os acessos ao interior da câmera e ao túnel, não importunando assim as aves adultas e seus filhotes.

Hábitos

Costuma voar em bandos entre 6 a 8 indivíduos, sempre vocalizando um som “krik-krik-krik-krik”, e tem vários hábitos de um papagaio, como o de levantar suas penas e ficar balançando a cabeça para cima e para baixo quando com raiva. Vem ao solo em busca de sementes e para beber água. Utilizam poças de água para se banhar e beber juntamente com o restante do bando. Gostam de fazer carícias uns com os outros para demonstrar amizade. No estado domesticado, pode aprender muitos truques.

Distribuição Geográfica

Mais encontrado no cerrado e nas caatingas do Nordeste brasileiro.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos